Tempo est. de leitura: 5 minutos Atualizado em 21.03.2023

A desconfiança pode ser o melhor caminho para garantir a segurança de um negócio. Esse é o princípio básico do Zero Trust, conceito que tem sido adotado por muitas empresas atualmente.

O modelo, criado por John Kindervarg, analista principal da Forrester Research na época, foi pensado como uma forma de inverter a visão tradicional: por padrão, nessa lógica, ninguém é confiável.

Mas o que é Zero Trust Security? Quais são os 3 princípios que o regem? E, principalmente, como ele se relaciona com a segurança corporativa? Continue lendo para descobrir essas respostas!

O que é o modelo de segurança Zero Trust? 

O modelo de segurança Zero Trust — é um modelo que enfatiza a importância de verificar continuamente a identidade e autorização de usuários e dispositivos que acessam recursos em uma rede, em vez de confiar automaticamente em qualquer entidade dentro ou fora dela.

Tradicionalmente, as redes corporativas eram projetadas com base no modelo “perímetro de confiança”, onde todos os dispositivos e usuários dentro dela são vistos como confiáveis, enquanto tudo fora, não confiável.

No entanto, com o maior número de dispositivos conectados e o aumento de ameaças cibernéticas, esse modelo de segurança perdeu o sentido.

Com a abordagem Zero Trust, todas as conexões são verificadas e autorizadas independentemente da localização do dispositivo ou usuário.

Isso é alcançado através da implementação de várias medidas de segurança, como autenticação multifator, criptografia de dados, monitoramento contínuo de atividades suspeitas e restrições de acesso baseadas em função.

Os três princípios

Para que possa funcionar bem, o Zero Trust Security depende de três princípios importantes: oferecer o menor privilégio necessário; nunca confiar mas sempre verificar e monitorar sempre.

Mas o que cada um deles significa? Entenda melhor a seguir:

  • usar o menor privilégio necessário: conceda apenas o acesso mínimo necessário para que uma pessoa ou dispositivo possa fazer seu trabalho, limitando o acesso a informações e sistemas aos quais eles realmente precisam;
  • nunca confiar, mas sempre verificar: jamais confie automaticamente em qualquer pessoa ou dispositivo que tente acessar seus sistemas ou dados. Em vez disso, verifique a identidade e a autorização antes de conceder acesso;
  • monitorar sempre: a postura deve ser sempre de vigilância, ou seja, é preciso monitorar continuamente a rede em busca de atividades suspeitas e responder rapidamente a qualquer violação de segurança.

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Qual a relação do Zero Trust com a segurança corporativa?

Pela sua própria proposta, é fácil entender que a arquitetura de segurança Zero Trust ajuda a proteger as organizações contra ameaças internas e externas, e a manter seus dados e recursos críticos seguros.

Por essa razão, o Zero Trust tem forte relação com a segurança corporativa. Essa abordagem é especialmente importante para empresas que enfrentam desafios em proteger informações confidenciais e sistemas contra ameaças internas e externas.

Ao contrário de uma abordagem tradicional, ela assume que qualquer pessoa ou dispositivo que tente acessar seus sistemas ou dados é uma ameaça potencial, independentemente de onde eles estejam.

Isso significa que as organizações precisam implementar medidas rigorosas de autenticação, criptografia e controle de acesso para garantir que apenas usuários e dispositivos confiáveis tenham acesso a informações confidenciais e sistemas críticos.

Além disso, a abordagem Zero Trust também incentiva as organizações a adotarem uma postura de prevenção proativa, em vez de depender apenas da detecção de ameaças.

Por isso, empresas que desejam proteger seus ativos mais valiosos e minimizar o risco de violações de segurança devem contar com essa política.

Conheça 3 vantagens do Zero Trust

Entre as 3 principais vantagens do Zero Trust, podemos destacar:

  1. maior segurança: a arquitetura de segurança Zero Trust oferece uma proteção mais robusta contra violações de segurança, pois não confia automaticamente em ninguém. Cada tentativa de acesso é verificada explicitamente e autorizada com base em critérios específicos, minimizando a exposição a ameaças cibernéticas;
  2. redução do risco: essa prática limita o acesso aos dados e sistemas corporativos apenas ao necessário, reduzindo o risco de que as informações sejam comprometidas. Ao conceder o mínimo necessário, os dados e sistemas sensíveis são protegidos contra acessos maliciosos ou erros humanos acidentais;
  3. melhora na visibilidade: por fim, o Zero Trust Security também oferece uma visão mais clara do que está acontecendo na rede corporativa, permitindo que as equipes de segurança detectem atividades suspeitas ou comportamentos anômalos.

Para continuar aprendendo sobre segurança e empresas, que tal ler nosso e-book sobre política de segurança de dados? Entenda melhor o que é e como desenvolver no seu negócio!

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