Sumário
Uma empresa pode ter 500 dispositivos registrados em seu inventário e, ainda assim, não conseguir responder rapidamente quantos estão efetivamente em operação, quais estão desatualizados ou quais possuem aplicativos fora do padrão estabelecido pela TI.
Isso acontece porque saber quais ativos fazem parte da empresa não significa, necessariamente, conhecer suas condições atuais. No ambiente corporativo, dispositivos entram e saem de operação, sistemas são atualizados, aplicativos são instalados ou removidos e configurações mudam ao longo do tempo.
Quando essas informações dependem de conferências periódicas e atualizações manuais, surge uma distância entre o que está registrado e o que efetivamente acontece nos equipamentos. E quanto maior e mais distribuída é o parque de dispositivos, mais difícil se torna manter esse retrato atualizado.
É nesse ponto que o inventário de dispositivos deixa de ser apenas uma relação de ativos e passa a fazer parte da gestão operacional. Além de registrar o que existe, a TI precisa obter informações atualizadas sobre os equipamentos e, principalmente, conseguir agir a partir delas.
Neste artigo, entenda os diferentes papeis de ITAM e MDM, o que muda quando a coleta de informações dos dispositivos é automatizada e por que conectar inventário, visibilidade e capacidade de gestão se torna essencial à medida que os dispositivos corporativos crescem.
O inventário de dispositivos é o registro estruturado dos equipamentos de TI pertencentes ou administrados por uma organização. Reúne informações que permitem identificar e acompanhar ativos, oferecendo visibilidade sobre os equipamentos que fazem parte da infraestrutura da organização.
Entre os dados reunidos podem estar informações administrativas e patrimoniais, como aquisição e responsável pelo aparelho, além de dados técnicos, como modelo de hardware, sistema operacional, aplicativos instalados e estado do dispositivo. A abrangência e a frequência de atualização dessas informações dependem das fontes e dos processos utilizados para alimentar o inventário.
As planilhas podem atender empresas com poucos equipamentos, ambientes estáveis ou necessidades pontuais de controle. A limitação aparece quando a atualização do inventário depende de conferências manuais para acompanhar uma infraestrutura que muda continuamente.
Essa dificuldade de manter uma visão completa dos ativos não se restringe a operações pequenas ou pouco estruturadas. O State of ITAM Report 2025, da Flexera, aponta que apenas 43% dos profissionais de ITAM afirmam ter visibilidade completa sobre o ambiente tecnológico de suas organizações, percentual que caiu em relação aos 47% registrados no ano anterior.
O dado ajuda a dimensionar um desafio que cresce junto com a complexidade da infraestrutura: quanto mais fontes, dispositivos e tecnologias precisam ser acompanhados, maior é a importância de automatizar a coleta e integrar as informações utilizadas pelo inventário.
Enquanto a infraestrutura muda, o inventário de dispositivos corporativos permanece inalterado por dias ou semanas, criando uma diferença entre registro e realidade.
Novos aparelhos entram em operação, outros são substituídos e as configurações podem mudar sem que essas alterações cheguem ao arquivo. Por isso, o desafio de escala está no processo utilizado para coletar e atualizar os dados e não no formato .xlsx.
Quanto mais dinâmica a estrutura, maior é a necessidade de automatizar a obtenção das informações que alimentam o inventário de TI.
Em uma organização com milhares de dispositivos distribuídos entre lojas, centros de entrega, unidades ou equipes externas, conferir cada um individualmente requer tempo e esforço.
A distância entre os locais também dificulta a coleta periódica, principalmente quando os dados dependem de conferências realizadas por diferentes pessoas. Com isso, alterações podem permanecer fora do registro até que alguém identifique a mudança e atualize.
Automatizar a coleta reduz a dependência dessas conferências e encurta o intervalo entre uma mudança no dispositivo e sua identificação pela TI. O ganho de escala, portanto, não está apenas em registrar mais equipamentos, mas em manter informações sobre uma base crescente sem ampliar o esforço manual na mesma proporção.
Quando o registro não acompanha as mudanças da infraestrutura, a TI perde visibilidade sobre o estado atual dos equipamentos. Isso dificulta a detectar os que estão com sistemas desatualizados, aplicativos não previstos ou que deveriam ser retirados de operação.
O problema, portanto, não é apenas saber se o ativo existe, mas conhecer as condições em que ele está operando. Quanto mais confiáveis e recentes são os dados, maior é a capacidade da TI de identificar desvios e tomar decisões sobre os dispositivos corporativos.
ITAM (IT Asset Management) e MDM (Mobile Device Management) cumprem funções diferentes e não devem ser tratados como sinônimos ou tecnologias concorrentes.
O ITAM abrange a gestão dos ativos de TI ao longo de seu ciclo de vida, desde a aquisição até sua substituição ou descarte. Nesse processo, podem ser reunidas informações patrimoniais, administrativas, financeiras e operacionais necessárias para acompanhar esses recursos.
Já o MDM atua na administração técnica dos dispositivos móveis gerenciados, permitindo coletar informações dos equipamentos e aplicar configurações, políticas e ações sobre eles. Por isso, não substitui atividades como compras, contratos, depreciação ou gerenciamento de garantias, que pertencem ao escopo mais amplo da gestão de ativos.
Da mesma forma, saber que determinado equipamento pertence à empresa e conhecer seu histórico patrimonial não significa ter visibilidade atualizada sobre sua condição técnica.
ITAM e MDM, portanto, atuam em camadas complementares: enquanto o primeiro acompanha o ativo dentro de seu ciclo de vida, o segundo amplia a visibilidade e a capacidade de gestão técnica dos dispositivos em operação.
Um inventário de dispositivos atualizado de forma automatizada transforma a maneira como a TI obtém e acompanha informações da base. Em vez de depender apenas de conferências periódicas, o time recebe dados técnicos coletados dos equipamentos gerenciados.
A atualização automatizada reduz o intervalo entre mudanças ocorridas nos dispositivos e sua identificação pela TI, evitando que determinadas alterações permaneçam desconhecidas até a próxima conferência manual.
Com isso, as informações disponíveis se aproximam das condições atuais da infraestrutura e permitem acompanhar uma base dinâmica com menor dependência de levantamentos individuais.
Essa visibilidade se estende a diferentes aspectos do processo, como:
Identificar um desvio é apenas o primeiro passo para manter a base de aparelhos sob controle. Se o inventário aponta um aplicativo não autorizado, uma versão inadequada do sistema ou um equipamento fora das configurações estabelecidas, a informação só se torna operacional quando a TI consegue agir sobre o dispositivo.
A falta de visibilidade também tem impacto sobre a segurança. Segundo a Microsoft, mais de 90% dos ataques de ransomware que chegam à etapa de criptografia começam em dispositivos não gerenciados, sem os controles de segurança adequados. O dado não significa que manter um inventário atualizado seja suficiente para impedir um ataque, mas evidencia o risco de endpoints que permanecem fora da gestão da TI.
O problema não é apenas saber que o ativo existe, mas conhecer as condições em que ele está operando e conseguir identificar equipamentos que deixaram de atender aos padrões definidos pela organização.
É nesse ponto que a gestão de endpoints amplia o valor do inventário. Em uma plataforma de MDM, os dados coletados dos equipamentos podem servir de base para ações como aplicar configurações, gerenciar aplicativos, direcionar atualizações ou executar intervenções remotas, conforme os recursos disponíveis.
A diferença está no ciclo que se forma: identificar, avaliar e agir. Quanto menor a distância entre essas etapas, maior é a capacidade da TI de administrar uma base de dispositivos móveis crescente sem depender de intervenções individuais em cada equipamento.
Na Urmobo, inventário e gestão fazem parte do mesmo fluxo operacional. A plataforma centraliza informações dos dispositivos em um console web e reúne recursos de monitoramento e gerenciamento, permitindo que a TI utilize os dados para identificar equipamentos que precisam de atenção e direcionar ações sobre eles.
Dessa forma, o inventário deixa de ser apenas um cadastro sobre o que existe e passa a funcionar como uma fonte de informação para a administração dos dispositivos.
A Urmobo possibilita a consulta centralizada de informações dos dispositivos gerenciados, incluindo dados de hardware, sistema operacional, aplicativos instalados e status de conexão. A plataforma também disponibiliza relatórios sobre dispositivos, reduzindo a dependência de conferências individuais.
Com essas informações reunidas, a TI amplia a visibilidade sobre a composição e as condições dos equipamentos gerenciados.
A partir das informações coletadas, a TI pode identificar equipamentos que demandam correções, aplicativos que precisam ser revisados e dispositivos fora das condições esperadas. A plataforma também permite gerenciar aplicações e aplicar políticas de utilização e segurança aos aparelhos.
Assim, os dados do inventário não ficam isolados da gestão: eles ajudam a indicar onde a equipe precisa direcionar sua atenção e quais dispositivos demandam intervenção.
A Urmobo administra os equipamentos remotamente, com ferramentas como acesso remoto, gerenciamento de aplicativos, atualizações e implementação de configurações. Essa junção conecta os dados à capacidade de executar ações sobre os aparelhos.
O resultado é uma gestão que utiliza o inventário como fonte de informação para acompanhar e administrar os dispositivos em operação, sem confundir essa capacidade com o escopo mais amplo de uma solução completa de ITAM.
>> Quer saber o que realmente está acontecendo na sua base de dispositivos corporativos? Conheça a Urmobo e veja como centralizar o inventário e a gestão.
O que é inventário de dispositivos?
Inventário de dispositivos é o registro estruturado dos equipamentos de TI de uma organização, reunindo informações que permitem identificar, acompanhar e gerenciar os ativos ao longo de sua utilização.
Qual é a diferença entre ITAM e MDM?
ITAM gerencia o ciclo de vida mais amplo dos ativos de TI, incluindo informações administrativas, financeiras e patrimoniais. MDM é voltado à gestão técnica de dispositivos móveis, permitindo monitorar informações e aplicar políticas aos equipamentos gerenciados.
É possível fazer inventário de dispositivos em planilha?
Sim. Planilhas podem atender bases menores ou controles simples. A limitação surge quando volume e frequência de mudanças tornam a coleta e a atualização manual dos dados difíceis de manter.
Por que integrar MDM ao inventário de TI?
Porque o MDM pode fornecer informações atualizadas diretamente dos dispositivos gerenciados, reduzindo a dependência de conferências manuais e aumentando a visibilidade sobre o estado técnico da base.
Quais informações podem fazer parte do inventário de dispositivos?
O inventário pode incluir modelo, fabricante, identificadores, usuário ou responsável, sistema operacional, aplicativos instalados, status e outras informações técnicas ou administrativas, conforme as ferramentas utilizadas.